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O presencial é melhor, mas eu prefiro o home office

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    MINIMIZA | Apresentações sem firulas
  • há 7 horas
  • 5 min de leitura

Por que decidi abrir mão de crescer mais rápido (e para não ter que comprar papel higiênico para o escritório)




Com várias empresas exigindo à volta para o presencial, veio à tona uma sequência de depoimentos de empresários que são totalmente contra o home office.


O argumento é sempre o mesmo: não dá pra construir cultura trabalhando cada um na sua casa.


Concordo em partes.


De fato, é muito desafiador você criar cultura sem que as pessoas estejam juntas, mas não é impossível.


Também concordo que estar junto, pessoalmente, faz com que as coisas andem mais rápido — apesar do cafezinho e da conversa de corredor…



O início do MINIMIZA era Remoto-Presencial


Nos primeiros dois anos de empresa, Breno (meu sócio e irmão caçula) e eu morávamos juntos. A “sede” do MINIMIZA era o meu quarto, no apartamento que nossos pais alugavam em Copacabana.


A gente dividia uma grande escrivaninha, onde de um lado eu ficava com o computador e, na minha frente, o Breno estava com o notebook. E foi assim que tudo começou.


Nos mudamos para São Paulo menos de um ano depois e continuamos morando juntos na terra da garoa, em dois endereços diferentes, mas sempre sob o mesmo teto.


E posso te confessar uma coisa?


Sinto que a gente conseguia fazer mais. Acelerar mais. Ter mais resultados. Apesar de estarmos em casa, éramos só nós dois na empresa…


Era remoto, mas não era.


Nós dois acordávamos e já rolava coisa da empresa. Já havia troca. E eu realmente sinto que, naquela época, conseguimos avançar mais do que qualquer outro período.


Acredito que seja justamente por isso que, hoje em dia, a gente tenta trabalhar juntos pelo menos uma vez por semana.


Na minha casa ou na casa dele (e raramente em um café, porque a gente gosta de ficar em casa mesmo, rs).




Escritório: ter ou não ter? Eis a questão.

Refletindo sobre esses primeiros anos de MINIMIZA, onde construímos muita coisa estando juntos fisicamente, já refleti muito sobre ter um escritório físico.


Esse pensamento é recorrente.


Pessoalmente, alguns dias são mais difíceis para trabalhar em casa (o Breno não tem esse problema). Então eu vou para um café ou coworking para trabalhar e ter essa troca de ambiente — é algo que funciona muito bem pra mim.


Mas sempre que essa vontade de ter um escritório surge, rapidamente penso em todos os contras…



Exercício de Prós & Contras


Sempre que tenho dúvidas entre escolher um lado ou outro, pego um papel, faço uma linha no meio dividindo a folha em duas partes. Escrevo “prós” do lado esquerdo e “contras” do lado direito.


Feito isso, começo a listar tudo que vem na minha cabeça. Simples assim.


Então decidi compartilhar com você a minha listinha, vamos lá:



PRÓS: pontos à favor de ter um escritório
  • Construção de uma cultura forte;

  • Crescimento mais acelerado.



CONTRAS: pontos contra ter um escritório
  • Menos um custo fixo;

  • Responsabilidades de back office do dia a dia (comprar papel higiênico, contratar limpeza recorrente, manter mobiliário de estações de trabalho em excelente estado etc.);

  • Não pegar trânsito em São Paulo;

  • Contratação de profissionais de vários lugares;

  • Salários maiores em São Paulo do que em outras capitais;

  • Deixar meus cachorros sozinhos o dia inteiro (de segunda à sexta).



Um exemplo claro é de uma das pessoas do nosso time: assim que foi contratada como estagiária, recebeu a notícia que passou em um intercâmbio em Portugal, uma oportunidade única!


Ao contar pra mim e para o Breno, perguntou se podia continuar na empresa e falamos que sim. Mesmo com o fuso horário, o mais importante era ela querer continuar e fazer dar certo!


Se tivéssemos um time 100% presencial, isso não seria possível. Ainda mais para ela, que mora e estuda no Rio de Janeiro.



Ponto crítico: a comunicação remota

Com um time mais jovem e 100% remoto, o mais importante é ter uma rotina clara!


A gente não exige horário de entrada e de saída, apenas as 6h/8h diárias e vamos olhar os resultados. Já tivemos pessoas na equipe que gostavam de trabalhar até 2h da manhã e outros que gostavam de começar às 7h da manhã.


Tá liberado ser produtivo no horário que quiser e ter liberdade de agenda, desde que os resultados combinados apareçam.


Nesse modelo, a comunicação é o ponto-chave. É onde o bicho pega de verdade!!!


Já apanhamos usando o WhatsApp como meio de comunicação oficial e foi um caos, mas aprendemos como fazer funcionar.



Abaixo tem 3 pontos que quero compartilhar com ações e ferramentas que utilizamos para fazer dar certo:


1- Google Chat como meio de comunicação oficial

Abandonamos o WhatsApp e mergulhamos de cabeça no Google Chat. Após pesquisar várias alternativas, percebemos que já pagávamos por uma ferramenta que funciona super bem, mas que a gente nunca tinha nem testado.


Usamos o Google Workspace, então a decisão de usar o Google Chat foi financeira em primeiro lugar, mas ao fazer testes por duas semanas, vimos que é maravilhoso (e quase ninguém usa!).


O que eu amo do Google Chat:

  • O aplicativo é excelente e sincroniza instantaneamente;

  • Facilidade em enviar arquivos, mandar áudio, criar uma sala no Google Meet etc.;

  • Integrado com Google Docs, Google Sheets e Google Slides, onde consigo alterar as configurações de arquivo com um clique;

  • Criação de grupos infinitos.


Abaixo você consegue ver o print de como a gente separa por aqui: cada grupo é usado para um assunto específico e tem as pessoas do time que estão envolvidas, além do grupo principal (Time MINIMIZA) para recados gerais.




2- Uma única reunião semanal

Toda sexta-feira nos reunimos por 1h30-2h para conversar, falar sobre os projetos da semana e definir as prioridades para a semana seguinte.


Basicamente, o único compromisso com horário definido é esse!


Com isso, a reunião fica dividida em três grandes blocos, sendo:


  • Bloco 1 → aqui a gente troca ideia. Falamos sobre a série que assistimos, algo que aconteceu na vida pessoal e nos conhecemos mais;

  • Bloco 2 → cada um fala o que foi feito naquela semana, os desafios, os avanços, compartilhamos a tela e discutimos;

  • Bloco 3 → cada um fala o que será feito na próxima semana, e Breno e eu acrescentamos tarefas que julgamos importantes.


Quando não conseguimos fazer na sexta por algum motivo, fazemos na quinta. Mas a reunião semanal é praticamente inegociável: precisa ter!!!



3- Documento de acompanhamento semanal

Há menos de um ano desenvolvemos um documento para que cada membro da equipe preencha antes de começar a reunião.


Essa ferramenta é um jeito de todos nós termos mais clareza do que está sendo feito, do que foi concluído e do que não está avançando.


Assim, na hora de falar nos blocos 2 e 3, cada pessoa do time compartilha a tela e mostra seu acompanhamento semanal enquanto explica cada um dos pontos.



Essa ferramenta foi criada para que cada um consiga parar e analisar o que está sendo feito, reconhecer suas conquistas e aprendizados da semana.


Com a correria da semana, sinto que entramos num ciclo vicioso de tarefas e não paramos nem um minuto para refletir sobre o que aprendemos nos últimos dias.


Se fizer sentido para você e pro seu time, copie sem culpa :)



O presencial é melhor, mas prefiro crescer mais devagar no home office


Essa é a frase que resume todo esse texto!


Talvez o MINIMIZA estivesse decolando, mas eu não acredito que dinheiro está acima de tudo. Então, seguimos 100% remoto.


O que você acha dessa disputa entre presencial e home office? Assim como eu, também acha que quem gosta de presencial tem amante no trabalho? (é brincadeirinha, rs).


Deixa nos comentários, vamos conversar!



📹 Fiz um vídeo sobre produtividade no home office. Se você também trabalha em casa, recomendo que assista (menos de 10 minutos). Considere se inscrever no canal se você gostar do vídeo:



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Um abraço sem firulas,


Laís Vargas

 
 
 

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