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Eu descobri que odeio liderar pessoas

  • Foto do escritor: MINIMIZA | Apresentações sem firulas
    MINIMIZA | Apresentações sem firulas
  • 28 de jan.
  • 6 min de leitura

Um guia sincero sobre os acertos e erros na hora de contratar (e porque preferimos estagiários sem experiência)




Descobri na marra que não gosto de liderar muitas pessoas.

Meu primeiro texto no Substack foi relacionado a esse tema, quando meu time inteiro se demitiu (você pode ler clicando aqui).


E essa coisa de não gostar de liderar pessoas foi muito louco pra mim, porque no basquete eu amava! No handball e no futsal eu era a capitã. Fui presidente de classe durante a graduação e escolhida oradora de turma na colação de grau.

Não falo pra me gabar, mas como uma reflexão.

Sempre liderei… mas, ao mesmo tempo, sempre preferi trabalhar sozinha.

Então sob o ponto de vista de uma empreendedora que prefere estar em um time pequeno, decidi compartilhar como recrutamos — meu sócio e eu — as pessoas para trabalharem com a gente no MINIMIZA, como desenvolvemos esses profissionais, regras básicas e onde já erramos.



Um processo seletivo objetivo e sem firulas

O slogan da minha empresa é “Apresentações Sem Firulas”, então não rola um processo com milhões de etapas e super demorado.

Breno (meu sócio) e eu sempre trazemos o Sem Firulas pro nosso dia a dia. Se está complexo demais, um de nós para e fala: “isso aí tá cheio de firula, hein…”.

Esse é o nosso jeito de parar, refletir e deixar simples de novo.


O nosso processo seletivo — já aberto inúmeras vezes para diferentes vagas — tem algumas etapas bem definidas, como:



Etapa 1: análise de formulário

Ao divulgar a vaga, a candidatura é através de um formulário com perguntas pessoais e profissionais. Algumas são eliminatórias e outras não.


Exemplo de pergunta eliminatória: “de 0 a 10, o quanto você quer estagiar/trabalhar no MINIMIZA?”. Respostas diferentes de 10 eu já elimino o candidato na hora!


Exemplo de pergunta não eliminatória: “qual projeto você participou te dá mais orgulho? Por quê?”. Aqui eu quero ler a história, o jeito que a pessoa escreve, o que ela já fez e conhecer um pouco mais.


Não é um formulário longo, mas também não é curto demais.


Analiso pessoalmente cada resposta (geralmente recebemos mais de 80 candidatos por vaga.


Detalhe: a primeira vez que abrimos processo seletivo recebemos 450 CVs) e vou eliminando cuidadosamente.



Etapa 2: desafio técnico

Se a vaga tem um pré-requisito técnico (exemplo: editar vídeos), nós aplicamos um desafio com um prazo de 5-7 dias para executar e enviar por e-mail.


Sempre colocamos dia e horário para entrega (exemplo: sexta-feira até meio dia). Entregas após o horário já são desconsideradas também.


Caso a vaga seja mais abrangente, pulamos o desafio e vamos direto para a entrevista. Em algumas ocasiões tentamos fazer desafio para vagas (como estagiário comercial) e achamos que o desafio em si não agregou — então eliminamos.



Etapa 3: entrevista online

Ao agendar a entrevista, peço o CV atualizado do candidato. Dessa forma, consigo ler antes e, durante a conversa, vou escrevendo em cima do currículo no meu iPad.


Como a vaga é 100% remota, é claro que todo o processo também é 100% online, inclusive a entrevista.


Nós tentamos chegar nessa fase com 5 pessoas para entrevistar e, caso a gente não goste de ninguém, recorremos aos candidatos que deixamos numa “lista de espera” (quando analiso os formulários, algumas pessoas ficam em stand-by, apesar de ser raro utilizarmos esse recurso).




Algumas diretrizes internas do nosso recrutamento

Tem algumas coisas que fazemos que não são tão comuns, então vou listar a seguir para compartilhar essas práticas que funcionam pra gente.


[1] Gostamos de estagiários que nunca estagiaram

—> São pessoas que chegam sem vícios de outras empresas, o que é ótimo! Além de darem muito valor ao primeiro emprego/estágio.


[2] Quem já segue o MINIMIZA sai na frente

—> Já conhecem o nosso estilo e geralmente ficam mais tempo na empresa, pois admiram a marca e os fundadores.


[3] O santo tem que bater

—> Pode parecer anti-ético, mas por sermos um time pequeno e totalmente remoto, precisamos confiar nas pessoas. E a gente precisa gostar de estar com essas pessoas para trabalhar com elas!


Pode parecer bobo demais, mas são acordos que meu sócio e eu construímos de maneira não-oficial (até o nascimento dessa Newsletter, rs) para nos ajudar na hora de contratar estagiários e profissionais.



5 regras que toda pessoa que trabalha comigo precisa seguir

Durante o processo seletivo, busco entender se a pessoa se encaixa no perfil que eu gosto (principalmente se vai trabalhar diretamente comigo), e isso inclui algumas atitudes muito importantes para nós.


Com o passar das semanas, fazemos questão de passar esses ensinamentos a eles, para que possam se desenvolver nessa direção e, assim, "moldamos” do jeito que acreditamos ser melhor.


[1] Não sabe alguma informação? Se vira!

Pesquisa no Google, assiste vídeo tutorial no Youtube, conversa com o ChatGPT, se vira! Corre atrás!

Nunca pergunte algo que você consegue encontrar facilmente no Google.

[2] Quer feedback? Peça!

Não adianta esperar eu marcar a sessão de feedback sendo que quem quer o feedback é o colaborador. Feedback é bom pra carreira dele, não pra minha; então ele que me procure para marcar.


[3] Pode errar todos os dias, só não pode errar a mesma coisa.

Essa é autoexplicativa. Errar não é o problema. Com o erro a gente cresce, aprende, evolui. Mas cometer o mesmo erro duas vezes me tira do sério…


[4] Adulto tem que ter responsabilidade de adulto

Eu odeio ficar em cima cobrando, perguntando, inspecionando. Não vou ficar perguntando o que você está fazendo e também não quero receber um report a cada meia hora.

Se você é adulto, tem que trabalhar igual adulto e ter responsabilidade de adulto.

[5] Traz o problema e a solução, nunca só o problema

Não tem nada que me irrite mais do que a pessoa que chega pra mim e fala o problema e me pergunta como resolver. Eu não quero um “passador de problemas”, eu quero uma pessoa que me ajude a resolver.


Por isso, o meu combinado é sempre o seguinte:

Traz o problema pra mim, venha com pelo menos duas soluções, fala qual das duas ele prefere e porquê.

Essas 5 regras foram criadas ao longo desses anos.


Fui entendendo o que eu não curtia em uma pessoa, o que eu preciso ensinar, o que eu tolero e o que não suporto.

Trabalhar remoto exige responsabilidade, seriedade e compromisso.


O desenvolvimento do time

Fazemos questão de desenvolver essa pessoa como profissional, principalmente se é estagiário ou junior. Trabalhamos em basicamente 3 pilares:


  1. Capacitação técnica —> compramos cursos, mentorias e ingressos de eventos para fornecer ferramentas técnicas e mais conhecimento, trazendo segurança para o colaborador;


  2. Proximidade com os sócios —> reuniões semanais com todo o time, Breno e eu sempre fazemos questão de conhecer o lado pessoal, saber da família e se preocupar; e


  3. Muita responsabilidade —> desde o primeiro momento, criamos algum projeto importante para a pessoa tocar. Isso faz com que o profissional/estagiário enxergue valor no seu trabalho; ele entende que o trabalho dele faz diferença no dia a dia da empresa.

De nada adianta só “sugar” do profissional. O trabalho é uma troca, estamos sempre em evolução e precisamos investir no crescimento pessoal.


O que já fizemos de errado?

Para concluir, separei três erros que já cometemos — e escrevê-los nesta Newsletter é uma forma de documentar para que a gente não passe pelos mesmos perrengues.


[1] Contratar quem ainda está na faculdade

—> A prioridade do universitário precisa ser concluir a graduação.


[2] Abrir exceções financeiras para ajudar

—> Esse fizemos duas vezes em menos de um ano (erro gigante nosso!). Uma das vezes, adiantamos o pagamento porque a pessoa disse que ia viajar e pediu esse adiantamento. Nós fizemos sem nem pensar e, duas semanas depois, ela pediu demissão.


[3] Não ouvir a nossa intuição

—> Os sinais sempre estão à mostra. Sempre! Durante a entrevista é o momento em que mais deixamos a intuição falar e, se algo não “bate”, não contratamos.



No fim das contas, considero super positiva a forma como conduzimos o time aqui no MINIMIZA.

E digo isso por alguns fatores, entre eles:

  • Flexibilidade total de horário e fuso horário;

  • Trabalho duro é reconhecido e recompensado; e

  • As tarefas realizadas são realmente importantes.

Esse terceiro ponto talvez seja o mais relevante.


Aqui nenhum estagiário fica com atividades ou projetos secundários, isso não existe!



Em uma empresa pequena, todo mundo acaba sendo a cabeça de um cachorro — e não o rabo de uma baleia (como acontece nas grandes empresas).


📹 Fiz um vídeo com o meu sócio falando sobre os maiores marcos da história do MINIMIZA. Se você quer conhecer um pouco mais dos bastidores da empresa, recomendo assistir o vídeo abaixo. Considere se inscrever no canal se você gostar do vídeo:



📌 Se você trabalha em uma grande empresa e precisa que seus colaboradores criem apresentações mais executivas e mais estratégicas gastando menos tempo, considere levar o MINIMIZA para a sua área. Veja todos os detalhes aqui e solicite um orçamento.



Um abraço sem firulas,

Laís Vargas
 
 
 

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